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O presente projeto foi realizado na Escola Estadual de Ensino Fundamental Amaral Lisboa, onde já trabalho com alunos de 5ª séries e EJA com a disciplina de Informática, È uma escola de porte pequeno, em torno de 600 alunos, divididos nos três turnos, com uma clientela vinda de uma situação bastante carente. Obtive apoio total da Equipe Diretiva que acolheu prontamente o projeto, fazendo com que houvesse a disponibilidade da Internet com banda larga, e oferecendo todos os recursos disponíveis. A turma escolhida foi a 6ª série, por ser no horário em que a Professora Parceira Renata Gomes Lemos dispunha de 4 h/a semanais, o que facilitaria o processo de encontros com os alunos. Com o objetivo de oportunizar a construção do conhecimento partindo da aplicação de Projetos de Aprendizagem, onde o aluno, através de sua curiosidade/dúvida, baseada em sua realidade, e tendo como suporte o uso da tecnologia, estimular a pesquisa, interação, cooperação, manuseio da ferramenta tecnológica, autonomia, organização de material e da informação, auxiliando no desenvolvimento da criticidade do aluno. A aplicação do Projeto de Aprendizagem fornece um novo modo de ensinar, baseado no construtivismo, na interação entre sujeito e objeto, onde nada está pronto, terminado. Segundo Becker “É constituído pela interação do indivíduo com o meio físico e social...”, favorecendo a cooperação, a qual se dá por trocas recíprocas, buscando-se aprender, partindo do aluno com uma questão/problema, com base na sua realidade e no seu cotidiano, inicializada por um conhecimento prévio, instigado e mediado pelo professor que não será apenas um mero transmissor de conhecimentos, onde o aluno fica sendo sujeito da aprendizagem, desenvolvendo a sua própria capacidade de continuar aprendendo, em um processo contínuo, onde ocorrem as interações, oportunizando a descoberta, exploração, experimentação e criação e, também, a capacidade de resolver problemas, a colaborar e ter um papel ativo. O aluno é instigado e mediado pelo professor que, também aprende com o aluno, favorecendo a integração, a cooperação e ajuda no descobrimento da própria capacidade de aprender e o professor sendo não apenas um transmissor de conhecimento, propondo desafios e estimulando-os, levando-os a uma reflexão dos conceitos que envolvem o tema do projeto. A utilização da tecnologia (computador, Internet...) como ambiente de aprendizagem, com espaços para interações e construção do conhecimento, não apenas como um local de somente obter informações, mesmo sendo a informação um subsídio para a construção do conhecimento (Elaine Schlemmer 2005) para o aprendizado, mas, também, possibilitando compartilhar idéias e gerar novas trocas, pois facilita as reflexões, provocando a construção do conhecimento pelo próprio sujeito, elevando, também, sua auto-estima, pois aprende com sua própria prática. Percebo um referencial importante a elevação da auto-estima, pois sendo uma escola carente, e os alunos com poucas oportunidades de acesso as mídias mais complexas, então oferecidas por ela e, fazendo parte deste contexto, se agrupa a maneira com que lhes é oportunizado crescer (aprender) utilizando seu conhecimento, sua maneira de ver e não apenas absorvendo o que lhe é transmitido pelo professor, de forma fechada. Essa participação efetiva faz partilhar suas idéias, gerando trocas e aprendendo com sua própria prática.
Estimular o interesse dos alunos pelos conteúdos ensinados em sala de aula não é uma das tarefas mais fáceis do professor, principalmente quando se tem a evasão e repetência com agente desafiador, sem contar as novas tecnologias. A educação, segundo Eduardo Chaves, em seu sentido mais amplo, é um processo mediante o qual as pessoas desenvolvem as competências necessárias para viver vidas autônomas, produtivas e responsáveis, tanto no plano individual (privado) como no social (público). A educação não é sinônimo de transferência de conhecimento pela simples razão de que não existe um saber feito e acabado, suscetível de ser captado e compreendido pelo educador e, em seguida, depositado nos educandos. O saber não é uma simples cópia ou descrição da realidade estática. Paulo Freire nos traz a dialogicidade, propondo uma sofisticada interação de uma equipe interdisciplinar, com participação efetiva no processo ensino-aprendizagem, na busca de situações que possam ser significativas, expressando a visão e a compreensão da realidade. E nos lembra também que “ninguém educa ninguém. Ninguém educa a si mesmo. As pessoas se educam entre si, mediatizadas pelo mundo”, pois o ser humano se educa quando se põe em contato, em diálogo, com outros seres humanos e juntos refletem sobre a realidade. Segundo Moran (1998), na sociedade da informação todos estão reaprendendo a conhecer, a comunicar-nos, a ensinar e a aprender; a integrar o humano e o tecnológico; a integrar o indivudual, o grupal e o social. Para Freire (1996) a escola exerce o papel fundamental para que professores e alunos transformem suas vidas em processoso permanentes de aprendizagem. É ajudar os alunos na construção de sua identidade, do seu caminho pessoal e profissional, do seu projeto de vida, no desenvolvimento das habilidades de compreensão, emoção e comunicação que lhes permitam encontrar espaços pessoais, sociais e profissionais e tornarem-se cidadãos realizados e produtivos. Este projeto é importante pois quando conseguimos integrar dentro de uma visão inovadora todas as tecnologias: as telemáticas, as audiovisuais, as textuais, as orais, musicais, lúdicas e corporais, ocorre uma mudança qualitativa no processo ensino/aprendizagem.
"Para quem se dedica à educação escolar, reconhecer” a importância dos meios de comunicação é, no mínimo, uma obrigação e uma necessidade. Obrigação, porque implica admitir que os profissionais que atuam junto a equipamentos que produzem textos, sons e imagens contam com recursos muito mais sofisticados que a escola e, portanto, conseguem, nesse aspecto, atingir os alunos com mais facilidade do que qualquer profissional de educação. Necessidade, porque sem eles a escola é um lugar estranho. Aliás, muito estranho, porque , de uma forma ou de outra, os meios de comunicação já são conhecido s e seus equipamentos, manuseados por parcela significativa da população. Não há nada que justifique a ausência deles na escola e dentro da sala de aula." (Soares, Donizete 2001)
O laboratório de informática na escola
O laboratório de informática na escola deve ser considerado como um outro ambiente de aprendizagem, um meio que se acrescenta ao processo ensino/ aprendizagem, que tem por objetivo a ampliação e manutenção de uma cultura de informática entre alunos e equipe de educadores. Freire, (1996), "a enorme atração que o computador exerce no aprendiz seja ele de qualquer idade, aliada ao fato de ele estar produzindo algo de seu interesse e para o qual está bastante motivado, contando, portanto com seu envolvimento afetivo, com certeza, tornará a aprendizagem mais efetiva e significativa”. Devemos compreender primeiramente que a motivação deve ser um estado permanente e uma energia dirigida para algum objetivo. As atividades para realização de trabalhos e projetos que serão desenvolvidos junto ao Laboratório de informática, apontam o computador com todos os recursos multimídia que oferece, como um elemento motivador que multiplica o interesse do educando pela pesquisa podendo facilitar, promover, ampliar e qualificar a aprendizagem. Daí a importância do aluno se apropriardos recursos tecnológicos para que possa utilizá-los na realização de seus trabalhos, como reforço dos conteúdos programáticos, alargando assim seus conhecimentos, ou seja, é fundamental que a escola promova junto aos alunos a aquisição das habilidades para o uso do computador, não só como instrumento de apoio ao aprendizado, mas também que eles possam absorver ao longo de sua vida escolar, conceitos específicos de informática,considerada em si como objeto de conhecimento, onde se pode reorganizar o processo educativo parauma pedagogia, metodologias e tecnicas que substitui a competição, que os torna individualizantes,pela cooperação entre alunos/rofessores e alunos/alunos. Professores frente à informática na escola O uso dos computadores na educação é um processo mundialmente irreversível. Acompanhar esta tendência requer uma política de informática que contemple medidas necessárias para que a sociedade saiba fazer bom uso desta tecnologia e esteja preparada para as transformações sociais e culturais que virão com seu uso. Até pouco tempo atrás as escolas se satisfaziam com professores que fossem competentes e dominassem determinado conteúdo de ensino, e que estivessem aprimorados nas técnicas de comunicação desse conteúdo. Hoje, tudo indica que esse quadro mudou, pois os meios de comunicação conquistaram espaços importantes entre nós, e a tendência é que eles se ampliem cada vez mais. Para interagir com esses meios de comunicação na educação escolar precisamos de pessoas que sejam competentes em determinadas áreas de conhecimento, em comunicar esse conteúdo aos seus alunos, mas também que estejam capacitados a trabalhar de forma mais rica, profunda, vivencial, facilitando a compreensão e a prática de formas autênticas de viver, de sentir, de aprender, de comunicar-se e interagir com novas propostas de trabalho. Seja para pesquisa, exercícios de fixação, elaboração, produção, atividades ou projetos de criação. Segundo Moran, (1998) a criatividade está em encontrar formas de aproximação dos alunos às nossas propostas, à nossa pessoa. Não podemos dar aula da mesma forma para alunos diferentes, para grupos com diferentes motivações. Precisamos adaptar nossa metodologia, nossas técnicas de comunicação a cada grupo. As mudanças na educação dependem, em primeiro lugar, de termos educadores dispostos e comprometidos com a educação, ou seja, abertos para as novidades, curiosos, entusiasmados, que saibam motivar e dialogar
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Comments (1)
Anonymous said
at 9:44 pm on May 27, 2007
Coloquei uma nova proposta de pesquisa no início da página, pois não sei qual está correta, apesar de serem iguais, é que uma está em forma de texto e a outra em tópicos.
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